quinta-feira, 19 de abril de 2012

Desconhecido


Há face, mas não vejo.
Há voz, mas não ouço.
Não há presença. Ausência?

Eu sinto e não vejo.
Pessoas choram, mas não sei o que fazer para acalentar os desesperos.
Um sentimento floresce à distância, sem apego, sem zelo, sem mimo.
E no alvorecer eu desperto livre do mal que me assola.

Tua voz ensina e ele aprende.
Aprende por gestos, por palavras, por escritos, por lembranças...

Ser alguém sem rumo, sem lugar...
Tu falas, eu não ouço, mas aprendo.
Aprendo no sonho como quem aprende na escola.

E assim eu vou sem te ver
Sem te ter, só te sentindo... Ao longe.


Feita em 09/08/09 editada em 09/01/12

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Paredes


É na sombria e ébria noite
Que tenho em meus pensamentos
Os mais incríveis momentos junto a Ti.

Momentos que são passageiros...
Mas em nossa mente
São contínuas emoções
Que crescem e não desencantam o prazer.

Sensações...

No leito, ar gélido, mariposas incandescentes,
-Neblina!
Na mente, sonatas exatas, harmonia perfeita,
...Amor!

Entre as Paredes – Encontro-te.

Boêmios


Ei, Bebamos!
É o sangue do gênio
Dormimos e vivemos sob o sol, como ciganos.

Lugares ao sol...
Ventos do sul...
Barris na estrada e alegria na madrugada

Liberdade!

Pés descalços...

Chegamos ao Porto.
Muita bebida!
Ao fim da cerimônia... Alegria!

Silenciosamente


Quando ontem adormeci
-Sonhei!
No sonho havia alegria e humor
Sorrisos esbaldados em rostos...

No meio da noite despertei.
Não ouvi mais os risos
Nem os rostos felizes
-Entristeci.

Ao longe, ouvi um eco...
Vozes veladas passavam
Silenciosamente...
Vez por outra, sem se alterarem.

De repente!
Ouvi um ruído que rompera o silêncio,
Mas que passara despercebido feito um túnel.

Senti que estava só...
-Desperta!
Todos dormiam
E o silêncio tomava conta da madrugada.

Ilusão


Fiz tomar uma coisa por outra!
Palavras foram ditas em vão
Lágrimas rolaram na face sem percepção.

Imagens foram criadas e coisas futuras também...

Já não tem mais alegria
E já não se sente o odor das flores
Nem a água gélida do mar.

Ó natureza, embala-me - sinto frio...

E sobre a relva
Meu corpo estendido:
-Frio, como as geleiras dos pólos.
Pássaros voam fazendo rituais de luto,
E meu corpo, ali, estendido
Pernoita sobre o silêncio...
Ouvem-se apenas os grilos...
A dois passos há um túmulo,
Hei de descansar no leito mortuário
Sob jazigos de flores