quarta-feira, 18 de abril de 2012

Minha dolência


Não são mais teus os meus versos
Nem as doces sonatas que fiz.
O meu corpo está velado diante de ti.
Os rumores deram-se por fim.(Estou lânguida!)

Antes, o som da tua voz deliciava.
O teu perfume se alastrava
E o teu suor em mim queimava

A brancura das sedas era impecável
O som dos pássaros era incomparável
E o teu sorriso só eu entendia!

Minha voz calou-se diante da tua frieza.

Os ventos não sopraram mais
O teu cheiro não se alastrou
De delírios meu peito encharcou e de amargura ele parou.

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